sábado, 4 de fevereiro de 2012

Caavaalos '

"Cavalo" (do latim caballus), é um mamífero ungulado de grande porte. Portador de uma cauda vertebral muito curta, mas prolongada por longos pêlos, o cavalo é reconhecido também pelas orelhas curtas, eretas, e a crina pendente. A dentição apresenta longos incisivos, cujo grau de desgaste indica a idade do animal, e grandes molares. Um grande casco envolve totalmente a última falange do único dedo em que termina cada membro, esse casco chega a pesar até 500 g. O cavalo é herbívoro, granívero e corredor, e não tem outra arma além dos cascos, sua rapidez e fuga evita muitas vezes os confrontos.
A fêmea (égua) tem um filho (potro ou poldro) por gestação, e essa gestação dura 11 meses.

Evolução

A evolução do cavalo foi marcada pelo aumento de tamanho, a redução e, depois, o desaparecimento dos dedos laterais, ao mesmo tempo que ocorreu o crescimento do dedo médio, a molarização dos pré-molares e o desaparecimento dos caninos.

História

A domesticação dos cavalos foi muito importante para o desenvolvimento das civilizações asiáticas e européias. Isso ocorreu a 3 mil anos atrás.
Cavalo.
Na Europa Ocidental, até a Idade Média, a posse e o uso do cavalo eram exclusivos da casta aristocrática dos cavaleiros, que o empregava na guerra, no jogo e na ostentação social. Além de seu emprego militar (cavalaria), o cavalo foi usado como animal de carga e de sela, como animal de atrelamento (carroça, charrete, barco, trenó, máquina agrícola), para bater cereais ou para a movimentação de mecanismos destinados a moer (moinho de farinha, extrator de óleo, amassador de frutas), bater os grãos ou elevar a água (nora).
No séc. XIX, a modernização da agricultura, o desenvolvimento da mecanização e o melhoramento dos transportes provocaram uma procura crescente do cavalo. A criação se organizou para responder a essa procura. As grandes raças de prestígio começaram a individualizar-se sob a dupla tutela dos haras e das autoridades agrícolas.
Os cavalos aumentaram de peso e tamanho, mas conservaram em geral sua aptidão para o deslocamento rápido, pois muitos deviam puxar, em grande velocidade, cargas cada vez mais pesadas. O cavalo foi empregado em diversos trabalhos, nas mais diversas condições, às vezes, muito duras. Porém, com bom trato, o cavalo provou ter boa adaptabilidade ao trabalho.
No Brasil, o cavalo começou a substituir o boi na aração e nos transportes no séc. XVIII e vem sendo substituído pelos meios mecânicos.

Raças brasileiras

As principais raças brasileiras são o comum, descendente do berbere (Minas, Nordeste e Rio Grande do Sul); o Guarapuara ou Guarapuavano (Santa Catarina, Paraná e São Paulo); o Mangalarga paulista, o Mangalarga mineiro e Mangalarga Marchador (este em Minas); o Pantaneiro (fixado no Pantanal há três séculos); o Crioulo (Rio Grande do Sul); o Campeiro (Santa Catarina) e o Nordestino. O rebanho brasileiro é calculado em 5,4 milhões de cabeças (1984).

Curiosidade

O Cavalo pode viver em média 25 anos, porém, foi registrado um cavalo com 40 anos.
O cavalo de corrida chega a correr até 68 km/h.
Veja abaixo algumas das principais raças de cavalos.
  • Andaluz Brasileiro
  • Árabe
  • Crioulo
  • Holsteiner
  • Mangalarga
  • Pura Raça Espanhola
  • Puro Sangue Inglês
  • Puro Sangue Lusitano
  • Quarto de Milha

Coalheira

Até o séc. X, o cavalo ainda era atrelado de tal maneira que, ao puxar a carroça, ficava em perigo de morrer asfixiado. É que a coalheira era presa ao redor do pescoço, forçando a garganta durante a marcha. Desse modo, o rendimento do animal era bastante reduzido, e um cavalo não podia puxar mais de 500 kg. Quando se passou a colocar a coalheira à altura das espáduas, cresceu a capacidade de tração do cavalo.

Classificação

Família dos Equídeos

História dos Cavalos !

A vida entre humanos e cavalos vem sendo escrita por milhares de anos. No início apenas como uma fonte de alimento, os predecessores do cavalo moderno foram caçados como qualquer outro animal selvagem. Com o tempo veio o processo de domesticação iniciada pelos nômades, que começaram a criar cavalos da mesma forma que faziam com cabras e outros animais. Finalmente, entretanto, foi como meio de transporte que o cavalo realmente começou a fazer parte de nossas vidas. O homem aprendeu a montar. Suas vidas foram transformadas. Os cavalos tornaram-se peças principais no transporte, permanecendo assim até o século 20. A domesticação, associada ao crescimento da população humana, sinalizou o fim do verdadeiro cavalo selvagem. Hoje, mesmo aqueles cavalos que vivem em rebanhos nas poucas áreas de pastagens restantes, não são verdadeiramente selvagens, pois todos foram manejados pelo homem de um jeito ou de outro. Os cavalos possuem muito do comportamento instintivo que lhes permitiram existirem sem a intervenção humana e será necessário entendê-los melhor se quisermos continuar essa parceria.
O cavalo moderno, Equus caballus, pertence a família Equidae, o qual também inclui os burros e zebras. Equidae está inserida na ordem Perissodactyla, os quais também pertencem os rinocerontes que descendem dos Condylarthra, um grupo primitivo de mamíferos a muito tempo extintos, os quais foram os ancestrais de todos os mamíferos de cascos.
História dos cavalos
Zebras
Rinoceronte
No longo processo de evolução, a mais significante mudança de todas ocorreu durante a época do Mioceno (25 a 7 milhões de anos atrás) quando as florestas deram lugar a pastagens e os ancestrais dos cavalos tornaram-se moradores das planícies. Esta significante mudança no ambiente levou a mudança dos dentes, que antes mastigavam para dentes projetados para pastar, um pescoço maior para tornar a alimentação mais fácil, pernas maiores para facilitar a fuga de predadores e pés apropriados para terrenos mais duros. Durante este tempo o dedo único, ou casco, começou a evoluir: os dedos laterais não mais tocaram o solo e o dedo central tornou-se maior e mais forte.
Então, a história da família dos cavalos tornou-se algo mais complexo, com o desenvolvimento de várias subfamílias. Eventualmente, entretanto, estas se extinguiram e foi o Pliohippus que promoveu a ligação na corrente do Eohippus até o moderno Equus. O Pliohippus evoluiu entre 10 a 5 milhões de anos atrás e tinha pernas longas com um único casco em cada. Seu sucessor direto, Equus, o gênero do cavalo moderno, finalmente emergiu a milhões de anos atrás.
Durante a Era do Gelo da época Pleistoceno, Equus migrou via pontes de terra as quais existiam para a Europa, Asia e Africa. Entretanto, o desaparecimento dessas pontes (ex. através do qual hoje se encontra o Estreito de Gibraltar e o Estreito de Bering) quando o gelo baixou, por volta de 10.000 anos atrás, significa que se um animal foi extinto em um continente, esse não poderia ser repopulado - pelo menos sem o ajuda do homem. Isto foi exatamente o que aconteceu na América: por razões inexplicáveis o cavalo desapareceu. Ele não foi visto novamente até os colonizadores Europeus reintroduzirem-no milhares de anos mais tarde.
Todos os membros da moderna família Equidae são exímios corredores com apenas um dedo funcional em cada pé (o ergô do cavalo moderno - um resquício nascido atrás do boleto - acredita-se ser um vestígio da almofada de seus ancestrais, Eohippus). Todos vivem em rebanhos e possuem dentes projetados para pastar.
Hoje, acreditasse que todos os cavalos e pôneis sejam descendentes de três tipos distintos, produzidos pelas variações em seu ambiente natural. O norte da Europa produziu um cavalo pesado e de movimentos lentos (Equus silvaticus) do qual todas as raças de cavalos de tração do mundo são derivadas. Outra variação foi o primitivo Cavalo Selvagem Asiático, sobreviventes dos quais foram achados ainda vivendo livres por volta de 1881 (também chamados Cavalos Przewalski), e finalmente o mais refinado de todos, o Tarpan, da Europa oriental.
Cavalos selvagens
Fósseis encontrados tornaram possível traçar pelo menos alguns aspectos da evolução do cavalo moderno sobre um período de 60 milhões de anos, indicando como gradualmente se adaptou as mudanças no seu ambiente. A história conhecida do cavalo moderno começa com o Eohippus, também conhecido como Cavalo Dawn, o qual sabe-se ter vivido na América do Norte durante a época do Eoceno (54 a 38 milhões de anos atrás). Um animal do tamanho de um pequeno cachorro, o Eohippus foi projetado para viver na floresta, movendo-se em solo macio. Tinha quatro dedos nas mãos, três nos pés e almofadas similares as dos cachorros. Seus pequenos dentes eram perfeitos para comer a vegetação pequena e macia. Ele provavelmente tinha uma coloração camuflada que ajudava a escapar dos predadores. Durante a época do Oligoceno (37 a 26 milhões de anos atrás) primeiro o Mesohippus depois o Merychippus, mostraram mudanças distintas: as pernas tornaram-se maiores, as costas mais retas (o Eohippus tinha as costas arqueadas) e o animal todo bem maior. Um dedo desapareceu na mão, deixando três dedos em ambos, mãos e pés. Os dentes mostraram sinais de mudança, os pré-molares tornaram-se mais como os verdadeiro molares.
Eohippus
Merychippus
Evolução do casco equino
Tarpan
Przewalski
Com o passar do tempo o homem começou a domesticar o cavalo, criando quatro sub-espécies: dois tipos de pôneis e dois de cavalos. O primeiro tipo de pônei habitou o noroeste da Europa e foi o precursor do moderno Ponêi Exmoor. O segundo tipo, era maior e mais robusto, viveu no norte da Eurásia. O Pônei Highland é provavelmente o mais próximo des seus descendentes. O primeiro tipo de cavalo era um pouco maior, porém mais leve e acostumado com climas quentes. Um de seus descendentes mais próximos, acreditasse ser o Akhal-Teke. O segundo tipo de cavalo, encontrado no oeste da Ásia, era menor, porém mais refinado e também um excelente corredor. Acreditasse que o Pônei Caspian é seu descendente mais próximo.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O inverno do cavalo



Existem vários fatores a ter em conta no que diz respeito à sobrevivência e bem-estar do seu cavalo durante o tempo frio de Inverno. É importante tomar as precauções adequadas porque é muito mais fácil (e barato) prevenir do que remediar.
Os fatores a ter em conta na época invernal são: a idade do cavalo, se vive dentro de portas ou no campo, se foi tosquiado, se existem bebedouros automáticos ou baldes...

Quando num dia gélido for dar a ração ou feno, lembre-se que uma grande parte da energia ingerida é utilizada para manter a temperatura do corpo e por esse motivo é importante fornecer uma dieta com um teor energético mais elevado. Outro fator a ter em consideração é o consumo de água. Vários estudos têm demonstrado que se a água for aquecida, o cavalo bebe muito mais. Por essa razão deve mudar-se várias vezes a água para que o cavalo beba mais.
Qualquer médico veterinário lhe dirá que a maior parte das cólicas que aparecem durante o Inverno, são provocadas por obstipação o que por sua vez é a consequência de não beber o suficiente; um pouco mais de trabalho agora é muito menos dispendioso do que a fatura do veterinário depois!

Se o seu cavalo passa muito tempo fora, então é muito importante construir-lhe um abrigo. Quando neva e chove, o abrigo providencia o único lugar seco – assegure-se de o construir num local plano com entrada virada a Sul, para apanhar o máximo de sol. O abrigo é um bom lugar para o alimentar e, se tiver uma cancela na entrada pode fechar o animal nos dias mais tempestuosos.
Se o cavalo tiver sido tosquiado é fundamental que passe o Inverno com a sua manta, impermeável e muito quente, se permanecer no exterior, e mais ligeira se estiver estabulado. 

As plantas tóxicas da pastagem





Para o cavalo é sempre mais natural e confortável passar o tempo no pasto do que no estábulo. Contudo, estes terrenos encerram grandes perigos para estes animais, sobretudo relacionados com plantas tóxicas.

Apesar de ser um animal forte e robusto, o cavalo é tão sensível a algumas toxinas como um pequeno gato que se deixa seduzir pela planta venenosa que o dono tinha em casa. Os casos mais graves podem acabar em morte, os menos graves podem ser eliminados com a remoção das plantas do terreno de pasto.

A ingestão de plantas tóxicas deve ser evitada não só através de uma inspeção rigorosa do terreno, como também através da própria alimentação que o dono fornece ao cavalo: um animal nutrido não recorre tanto às ervas que encontra pelo caminho. Reforce também a alimentação do cavalo nas épocas em que o pasto está mais pobre.
A inspeção dos terrenos deve ser feita identificando as plantas perigosas, removendo-as e queimando-as. Não se deve deixar as plantas removidas no terreno, uma vez que as plantas colhidas por vezes são mais apelativas para os cavalos do que as que estão plantadas. Caso se trate de uma árvore cujas folhas sejam tóxicos para o cavalo, deverá cercar-se a árvore com uma vedação que não permita ao cavalo aproximar-se da mesma.

Os cavalos precisam de várias sombras e muita água, por isso se cercar algumas árvores plante outras que ofereçam sombras amplas, mesmo no pico do dia. Plante também bastante relva, já que esta é muito nutritiva e nada tóxica para os cavalos. Se usar pesticidas, não deixe os animais frequentar essa pastagem, pelo menos durante algumas semanas e só depois de fortes chuvadas, para que o terreno fique “lavado”.

Existem plantas com diferentes graus de toxicidade para os cavalos. As de alto risco são:
  • Família das taxáceas (taxaceae), da qual faz parte o Teixo - Extremamente tóxicos, os teixos afetam o coração e o sistema respiratório dos cavalos. Meio-quilo destas plantas pode levar à morte de um cavalo. Para além disso não há forma de tratamento;
  • Cicuta – As partes tóxicas da planta são o caule, a folha, os frutos não maduros e as raízes. Afecta o sistema nervoso e manifesta-se geralmente na hora seguinte à ingestão. A pronta ajuda pode salvar o cavalo, mas dificilmente poderá livrá-lo de danos irrecuperáveis. A ingestão de 0,5 Kgs desta planta pode ser fatal para um cavalo.
  • Centaurea solstitialis – Esta planta só é tóxica para o cavalo se ingerida em grandes quantidades, geralmente metade do peso do animal, durante mais de um mês. Os cavalos só a costumam ingerir quando vem misturada no feno. A Centaurea solstitialis actua sobre o sistema nervoso, inibindo os nervos faciais, impedindo o cavalo de comer. Os danos são permanentes e, na maioria dos casos, os cavalos que não conseguem comer são eutanasiados.
  • Oleandro (Nerium oleander), também conhecido como loandro-da-índia, loureiro-rosa, espirradeira, cevadilha ou flor-de-são-josé – É muito comum em Portugal e é altamente tóxica para os cavalos. Pode causar a paragens cardíacas. Caso a ação do veterinário seja imediata, é possível salvar o cavalo.
  • Acer rubrum, Bordo Vermelho. Árvore de tamanho médio cujas folhas são tóxicas, sobretudo as murchas. Entre meio a um quilograma de folhas pode ser fatal para o cavalo. A toxina presente nestas plantas impede que o sangue transporte oxigénio, fazendo com que os órgãos comecem a falhar. A recuperação de um cavalo é difícil, podendo mesmo ser necessárias transfusões de sangue.
  • Sogro, Sorghum vulgare var. sudanense – Esta espécie de gramínea é uma planta que contém um composto de cianeto. É especialmente perigosa para fêmeas em gestação.
  • Plantas dos géneros Oxytropis e Astragalus, pertencentes à família Fabaceae. São cerca de trezentas espécies, geralmente brancas ou roxas que crescem em troncos sem folhas. Esta planta provoca comportamentos estranhos nos cavalos. Em inglês estas espécies são também conhecidas como a Erva da Loucura (Crazy Weed). Um estado avançado de envenenamento é irreversível, mas se for impedido o acesso atempado do cavalo à planta, o animal pode recuperar.
  • Malmequer-amarelo (Senecio brasiliensis) – Estas flores são um problema para o fígado dos cavalos. Por vezes os sinais de envenenamento não são evidentes e só surgem quando já é tarde demais.
  • Fetos, Pteridium aquilinum – Os cavalos não costumam recorrer naturalmente a esta planta, excepto há quando escassez de erva ou feno. Muitas vezes, esta planta vem misturada no feno, por isso é preciso atenção redobrada.
Outras plantas perigosas:
  • Loureiro (Laurus nobilis);
  • Dedaleira (Digitalis purpurea L.);
  • Alfena
  • Erva-de-santiago;
  • Abacateiro (Persea americana);
  • Azáleas (Rhododendron);
  • Nogueira-preta (Juglans nigra);
  • Carvalhos, Quercus;
  • Ricinus (Ricinus communis);
  • Trifolium hybridum;
  • Kalmia polifolia;
  • Plantas do género Amsinckia;
  • Plantas do género Equisetum;
  • Thlaspi arvense;
  • Hypericum perforatum;
  • Plantas do género Heliotropum;
  • Berteroa incana;
  • Cynoglossum amabile;
  • Haplopappus heterophyllus;
  • Kalmia augustifolia;
  • Plantas do género Delphinium;
  • Plantas do género Robinia;
  • Kalmia latifolia;
  • Echium plantagineum;
  • Echium vulgare;
  • Barbarea orthoceras;
  • Barbarea vulgaris;
  • Centaurea repens;
  • Erysimum cheiranthoides;
  • Eupatorium rugosum;
  • Plantas do tabaco, Nicotiana.

Por que é que se coloca ferradura nas patas dos cavalos ?

Por que é que se coloca ferradura nas patas dos cavalos ?



O cavalo pisa sobre a extremidade de um único dedo, protegido por um casco, que é uma unha córnea. Na Antiguidade, os cavalos não usavam ferraduras e os cascos se desgastavam depressa, por isso, eles não trabalhavam por muito tempo.
Por volta do século X, no Ocidente, descobriram a ferradura e passaram a colocá-las nesses animais. Os cravos da ferradura são fixados na parte morta do casco e isso ajuda a não "gastar" o casco do cavalo.
Os dentes são o principal meio para se determinar, com segurança, a idade aproximada do cavalo. Os dentes vão ficando mais alongados com o passar dos anos.